O fim em doses homeopáticas: Resenha e poemas.

“O fim em doses homeopáticas” conta a história de um relacionamento com data e hora marcada. Após o enorme sucesso de seus dois volumes de Textos Cruéis Demais Para Serem Lidos Rapidamente, Igor Pires ainda consegue forças para retornar em mais uma coletânea de seus textos poéticos. Então, neste terceiro lançamento, a obra aborda sobre as complexas e divergentes fases que percorrem os relacionamentos: começo, meio, desenlace e o após. Em suma, ao todo ele fora dividido em quatro partes, O fim em doses homeopáticas explora de modo sensível o inevitável e doloroso desfecho.

Podemos ainda contar com as mais belas ilustrações de Anália Moraes (Casa Dobra). Portanto, o livro arrebata os corações: nos mostra a dor de forma lenta e a tempestade juntamente com dias frios: a pura e crua poesia contemporânea.

As poesias nos traz a lembrança sobre o amor próprio: Mesmo que todos façam que acreditamos que isso não seja possível. Não se deve esquecer da individualidade, por mais que você ame alguém.  Intencionalmente ou não, eles conseguem descrever toda a dor que estamos sentindo e precisamos que seja dita.

Como citamos, ele aborda as 4 fases de um relacionamento: o início que é como ganhar o nosso presente favorito, o meio que é uma parte quente e ficando cada vez mais morna, o fim que nos deixa um resto de esperança e a vontade de retomar o passado, e por último, o depois que nos ensina sobre como precisamos possuir esperança mesmo depois de tudo acabar.

Eu sabia que não ficaria muito tempo…

“eu sabia que não ficaria muito tempo com você, e mesmo assim arrisquei todos os meus sentimentos e sensações pra sentir o amor. porque a gente sabe, no fundo, quando podemos planejar viagens, datas comemorativas e compromissos pro futuro. a gente sabe quando dá pra sonhar com um futuro, e nele se imaginar sendo feliz. eu não podia assinalar com certeza que eu estaria com você ano que vem, ou mesmo no próximo mês. por isso a gente terminou. por isso estamos cada um em sua casa, aproveitando essa solidão dolorosa, triste e que vinha de muito tempo atrás. sentir o fim na pele é saber que, por mais que haja amor, afinidade e conexão, ele acontecerá. como tudo na vida, que nasce, cresce, se perde e vai embora.

e nós fomos.

que nossa vida seja bonita e gentil a partir daqui.”

Ressignificar: A nova obra do TCD.

Um pouco mais sobre o autor

Igor Pires da Silva é carioca e se formou pela  Universidade Federal do Rio de Janeiro. Seu primeiro sucesso no mundo da poesia foi o livro Textos Cruéis Demais Para Serem Lidos Rapidamente. Apesar de nunca ter publicado antes, sua obra logo ultrapassou mais de 70 mil exemplares vendidos. Sua ideia surgiu após um relacionamento abusivo: “Era a maneira de expurgar aquela dor e de me fazer presente, vivo. Transformei em metáfora para seguir em frente”.

Em suma: “Era poesia livre: Quando começamos, pensou muito em estilo bem livre, bem Rupi Kaur, que estava em alta na época”, explica ele, citando uma das autoras mais conhecidas que tratam sobre feminismo atualmente. O enorme sucesso que estas obras fazem, se deve pela poesia de forma acessível para todas as classes sociais.

“Não é a poesia tradicional. Por isso, são textos poéticos, e é muito fácil de se indentificar com eles.Desta forma, não é aquela poesia que o jovem considera chata, difícil, que precisa ficar esmiuçando, usando as aulas de português do colégio.” Afima Igor ao lançar seu primeiro livro em 2016.

Igor sempre gostou de poetas consagrados e os toma como referência, tais como:

  • Carlos Drummond de Andrade
  • Mario Quintana
  • Vinicius de Moraes
  • Fernando Pessoa
Igor Pires da Silva: Quem é? Quais as principais obras?

O peso do mundo – O fim em doses homeopáticas

O peso do mundo -  O fim em doses homeopáticas
O peso do mundo -  O fim em doses homeopáticas
O peso do mundo -  O fim em doses homeopáticas
O peso do mundo -  O fim em doses homeopáticas

O fim em doses homeopáticas: Outros poemas.

Poemas e resenhas: TCD.
Trechos do livro O fim em doses homeopáticas
TCD: Novo livro lançado no ano de 2020.
Textos cruéis demais: Novo livro lançado no fim de março.
Poema de amor e dor: Acrobatas.

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