Abolição da escravatura: data, consequências, contexto.



Inicialmente, deve-se abordar sobre as relações de Portugal com outros países antes da Abolição da escravatura. Isso porque, é importante recuperar algumas memórias da Era Napoleônica. Inicialmente, Napoleão decide impor um bloqueio continental à Inglaterra, esta, já era uma potência quando o assunto significava tecidos e industrialização.

No entanto, Portugal ainda mantinha relações com os ingleses através do Tratado de Panos e Vinhos. O acordo se baseava em trocas entre os dois países: Portugal oferecia o vinho e Inglaterra oferecia os panos. A coroa lusitana se encontrava em um momento difícil e sofria pressões de todos os lados: não podia quebrar o trato, eram dependentes dos ingleses. No entanto, ninguém poderia contestar às ordens de Napoleão.

Em 1807, França e Espanha assinam um acordo que concordava com a invasão ao país português juntamente com a divisão das terras. Para salvar a dinastia de Bragança, os lusitanos tiveram que aceitar a ajuda dos ingleses: fugiram de Portugal e durante a vinda para o Brasil, assinaram pactos com a Inglaterra.

A abolição da escravatura sendo cobrada pelos ingleses

Desde a vinda do Rei para o Brasil, a Inglaterra passou cobrar pelo fim da escravidão. Era fato: Com mais pessoas consumindo, mais receberiam. O problema é que o Brasil não teria condições de realizar a Abolição da escravatura tão cedo: além de trabalhar nas lavouras, acabariam causando danos aos grandes proprietários de terras.

Temendo que a abolição da escravidão acabasse causando o fim da monarquia e a insatisfação das classes altas, a Inglaterra não impôs isso como a primeira condição. Foi então que em 1827, D. Pedro I assinou que o tráfico negreiro se tornaria pirataria, o que acabou causando enorme desconforto entre as classes dominantes.

A partir de 1830, começou a se comprar a liberdade, o que não era eficaz já que os escravos acabavam recebendo muito menos que as dívidas que os proprietários diziam que eles haviam criado. Além do mais, os senhores não autorizavam que os escravos fizessem qualquer atividade que oferecesse algum dinheiro. Eram obrigados a pedir créditos à terceiros para se verem livres.

Trabalho duro e pouca intervenção

Muitos escravos chegaram a denunciar esses casos de abusos, contudo, a intervenção estatal era muito pequena. O desejo de acabar com a escravidão fazia com que aceitassem trabalhos absurdos por um valor muito pequeno.

Apesar do tráfico haver sido proibido, o Brasil continuou trazendo milhares de escravos da África. Foi então que em 1845, a Inglaterra aprova a lei Bill Aberdeen, que permitia que as embarcações germânicas invadissem todos os navios negreiros vindos para o Brasil. Para evitar que uma guerra ocorresse entre os dois países, criou-se em 1850 a Lei Eusébio de Queirós. Esta, decretava o fim definitivo do tráfico e dizia que todos aqueles que chegaram aos país após 1831, continuariam escravos.

Em 1860, a pressão havia aumentado pois muitos países realizaram a Abolição da escravatura. Logo em 1870, os movimentos foram ganhando ainda mais força. Conseguiram alguns direitos como Lei do Ventre Livre e Leis dos sexagenários. Entre 1878 e 1885, surgiram mais de 220 instituições que defendiam o fim da escravidão.

Em suma, a Abolição da escravatura não aconteceu pela benevolência do império e sim, pela conquista e engajamento popular. Foram as pressões inglesas e os interesses econômicos de outros países em conjunto com as revoltas que ganhavam força e que tornaram o Brasil efervescente.

Além do mais, a princesa Isabel não assinou a Lei Áurea por ser abolicionista. Dom Pedro II estava debilitado e Isabel precisava de apoio popular para assumir o trono. Precisava continuar com o terceiro reinado. No entanto, os proprietários de escravos se voltaram contra o império e apoiaram a proclamação da república no ano seguinte.

Curiosidade

Em suma, com a formação de quilombos, eles fugiam dos senhores de terras e plantavam camélias para venderem e se sustentarem. Portanto, usar essa flor no paletó naquela época, não era sinônimo de elegância, era um gesto político.

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